Catecismo
Bíblia · ed. Ave Maria
Código de Direito Canónico
Cân.
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Catecismo
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§ 133, 428, 430, 545, 589, 648, 989, 1006, 1846–1847, 2475–2479

133

A Igreja «exorta com ardor e insistência todos os fiéis [...] a que aprendam "a sublime ciência de Jesus Cristo" () na leitura frequente da Sagrada Escritura. Porque "a ignorância das Escrituras é ignorância de Cristo"»114.

Ver também§ 2653§ 1792

  1. 114II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Dei Verbum, 25: AAS 58 (1966) 829: cf. São Jerónimo, Commentarii in Isaiam, Prologus: CCL 73, 1 (PL 24, 17).

Continua em § 428–428

428

Aquele que é chamado a «ensinar Cristo» deve, portanto, antes de mais nada, procurar «esse lucro sobreeminente que é o conhecimento de Jesus Cristo». Tem de «aceitar perder tudo [...] para ganhar Cristo e encontrar-se n'Ele» e «conhecê-Lo, a Ele, na força da sua ressurreição e na comunhão com os seus sofrimentos, conformar-se com Ele na morte, na esperança de chegar a ressuscitar dos mortos» ().

Continua em § 430–430

ARTIGO 2
«E EM JESUS CRISTO, SEU ÚNICO FILHO, NOSSO SENHOR»
I. Jesus
430

Em hebraico, Jesus quer dizer «Deus salva». Quando da Anunciação, o anjo Gabriel dá-Lhe como nome próprio o nome de Jesus, o qual exprime, ao mesmo tempo, a sua identidade e a sua missão10. Uma vez que «só Deus pode perdoar os pecados» (), será Ele quem, em Jesus, seu Filho eterno feito homem, «salvará o seu povo dos seus pecados»(). Em Jesus, Deus recapitula, assim, toda a sua história de salvação em favor dos homens.

Ver também§ 210§ 402

  1. 10Cf. 1 .

Continua em § 545–545

545

Jesus convida os pecadores para a mesa do Reino: «Eu não vim chamar os justos, mas os pecadores» ()280. Convida-os à conversão sem a qual não se pode entrar no Reino, mas por palavras e actos, mostra-lhes a misericórdia sem limites do Seu Pai para com eles e a imensa «alegria que haverá no céu, por um só pecador que se arrependa» (). A prova suprema deste amor será o sacrifício da sua própria vida, «pela remissão dos pecados» ().

Ver também§ 1443§ 588§ 1846§ 1439

  1. 280Cf. .

Continua em § 589–589

589

Jesus escandalizou, sobretudo, por ter identificado a sua conduta misericordiosa para com os pecadores com a atitude do próprio Deus a respeito dos mesmos399. Chegou, até, a dar a entender que, sentando-Se à mesa dos pecadores400, os admitia no banquete messiânico401. Mas foi muito particularmente ao perdoar os pecados que Jesus colocou as autoridades religiosas de Israel perante um dilema. É que, como essas autoridades justamente dizem, apavoradas, «só Deus pode perdoar os pecados» (). Jesus ao perdoar os pecados, ou blasfema por ser um homem que se faz igual a Deus402, ou diz a verdade e a Sua pessoa torna então presente e revela o nome de Deus403.

Ver também§ 431§ 1441§ 432

  1. 399Cf. ; .
  2. 400Cf. .
  3. 401Cf. Lc 15. 23-32.
  4. 402Cf. : 10, 33.
  5. 403Cf. .

Continua em § 648–648

II. A ressurreição – obra da Santíssima Trindade
648

A ressurreição de Cristo é objecto de fé, na medida em que é uma intervenção transcendente do próprio Deus na criação e na história. Nela, as três pessoas divinas agem em conjunto e manifestam a sua originalidade própria: realizou-se pelo poder do Pai, que «ressuscitou» () Cristo seu Filho, e assim introduziu de modo perfeito a sua humanidade – com o seu corpo – na Trindade. Jesus foi divinamente revelado «Filho de Deus em todo o seu poder, pela sua ressurreição de entre os mortos» (). São Paulo insiste na manifestação do poder de Deus575 por obra do Espírito, que vivificou a humanidade morta de Jesus e a chamou ao estado glorioso de Senhor.

Ver também§ 258§ 989§ 663§ 445§ 272

  1. 575Cf. ; : Fl 3. 10; ; .

Continua em § 989–989

989

Nós cremos e esperamos firmemente que, tal como Cristo ressuscitou verdadeiramente dos mortos e vive para sempre, assim também os justos, depois da morte, viverão para sempre com Cristo ressuscitado, e que Ele os ressuscitará no último dia558. Tal como a d'Ele, também a nossa ressurreição será obra da Santíssima Trindade:

«Se o Espírito d'Aquele que ressuscitou Jesus de entre os mortos habita em vós, Ele, que ressuscitou Cristo Jesus de entre os mortos, também dará vida aos vossos corpos mortais, pelo seu Espírito que habita em vós» ()559.

Ver também§ 655§ 648

  1. 558Cf. .
  2. 559Cf. ; ; ; .

Continua em § 1006–1006

A MORTE
1006

«É em face da morte que o enigma da condição humana mais se adensa»582. Num certo sentido, a morte do corpo é natural: mas sabemos pela fé que a morte é, de facto, «salário do pecado» ()583. E para aqueles que morrem na graça de Cristo, é uma participação na morte do Senhor, a fim de poder participar na sua ressurreição584.

  1. 582II Concílio do Vaticano, Const. past. Gaudium et spes, 18: AAS 58 (1966) 1038.
  2. 583Cf. .
  3. 584Cf. : .

Continua em § 1846–1847

ARTIGO 8
O PECADO
I. A misericórdia e o pecado
1846

O Evangelho é a revelação, em Jesus Cristo, da misericórdia de Deus para com os pecadores86. O anjo assim o disse a José: «Pôr-Lhe-ás o nome de Jesus, porque Ele salvará o seu povo dos seus pecados» (), o mesmo se diga da Eucaristia, sacramento da Redenção: «Isto é o meu sangue, o sangue da Aliança, que vai ser derramado por todos para a remissão dos pecados» ().

Ver também§ 430§ 1365

  1. 86Cf. Lc 15.
1847

«Deus, que nos criou sem nós, não quis salvar-nos sem nós»87. O acolhimento da sua misericórdia exige de nós a confissão das nossas faltas. «Se dizemos que não temos pecado, enganamo-nos, e a verdade não está em nós. Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para perdoar os nossos pecados e para nos purificar de toda a maldade» ().

Ver também§ 387§ 1455

  1. 87Santo Agostinho, Sermão 169, 11, 13: PL 38, 923.

Continua em § 2475–2479

III. As ofensas à verdade
2475

Os discípulos de Cristo «revestiram-se do homem novo, criado segundo Deus na justiça e na santidade verdadeiras» (). «Libertos da mentira» (), devem rejeitar «toda a malícia, falsidade, hipocrisia, invejas e toda a espécie de maledicência» (1 Pe 2, I).

2476

Falso testemunho e perjúrio. Uma afirmação contrária à verdade feita publicamente, reveste-se de gravidade particular: perante um tribunal, é um falso testemunho234; quando mantida sob juramento, é um perjúrio. Estes modos de agir contribuem quer para condenar um inocente, quer para absolver um culpado ou aumentar a pena em que tiver incorrido o acusado235. E comprometem gravemente o exercício da justiça e a equidade da sentença pronunciada pelos juízes.

Ver também§ 2152

  1. 234Cf. .
  2. 235Cf. .
2477

O respeito pela reputação das pessoas proíbe toda e qualquer atitude ou palavra susceptíveis de lhes causar um dano injusto236. Torna-se culpado:

– de juízo temerário, aquele que, mesmo tacitamente, admite como verdadeiro, sem prova suficiente, um defeito moral do próximo;

– de maledicência, aquele que, sem motivo objectivamente válido, revela os defeitos e as faltas de outrem a pessoas que os ignoram237;

– de calúnia, aquele que, por afirmações contrárias à verdade, prejudica a reputação dos outros e dá ocasião a falsos juízos a seu respeito.

  1. 236Cf. CIC can. 220.
  2. 237Cf. .
2478

Para evitar o juízo temerário, cada um procurará interpretar em sentido favorável, tanto quanto possível, os pensamentos, as palavras e os actos do seu próximo:

«Todo o bom cristão deve estar mais pronto a interpretar favoravelmente a opinião ou afirmação obscura do próximo do que a condená-la. Se de modo nenhum a pode aprovar, interrogue-se sobre como é que ele a compreende: se ele pensa ou compreende menos rectamente, corrija-o com benevolência; e se isso não basta, tentem-se todos os meios oportunos para que, compreendendo-a bem, ele regresse do erro são e salvo»238.

  1. 238Santo Inácio de Loyola, Exercitia spiritualia, 22: MHSI 100, 164.
2479

A maledicência e a calúnia destroem a reputação e a honra do próximo. Ora, a honra é o testemunho social prestado à dignidade humana e todos gozam do direito natural à honra do seu nome, à boa reputação e ao respeito. Por isso, a maledicência e a calúnia lesam as virtudes da justiça e da caridade.

Ver também§ 1753

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Catecismo — texto oficial · © Libreria Editrice Vaticana · vatican.va

Sagrada Escritura — Bíblia Sagrada, edição Ave Maria

Concílios e documentos papais · Santa Sé · vatican.va

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Curso de doutrina católica em 10 sessões — aulas do Pe. Miguel Cabral · Oratório de São Josemaria
Vídeo e áudio pertencem ao Oratório; aqui só se liga a cada aula e se juntam as perguntas do Compêndio e os parágrafos do Catecismo.

Do Evangelho ao Catecismo — vídeos do iVangelho, um projecto da Paróquia de Monte Abraão · CC BY-NC 4.0
Com autorização. O vídeo, o título, a passagem e o desafio de cada domingo são do iVangelho. Cada vídeo diz quem o apresenta. Aqui junta-se o índice litúrgico do Catecismo.

Índice analítico e índice litúrgico · catecismo.net
Do catecismo.net vêm só os índices: que parágrafos correspondem a cada termo e a cada dia litúrgico. O texto é sempre o do vatican.va.

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