Catecismo
Bíblia · ed. Ave Maria
Bíblia Sagrada · edição Ave Maria

§ 1497–1506

1497

A confissão individual e integral dos pecados graves, seguida da absolvição, continua a ser o único meio ordinário para a reconciliação com Deus e com a Igreja.

1498

Por meio das indulgências, os fiéis podem obter para si próprios, e também para as almas do Purgatório, a remissão das penas temporais, consequência do pecado.

ARTIGO 5
A UNÇÃO DOS ENFERMOS
1499

«Pela santa Unção dos Enfermos e pela oração dos presbíteros, toda a Igreja encomenda os doentes ao Senhor, sofredor e glorificado, para que os alivie e os salve: mais ainda, exorta-os a que, associando-se livremente à paixão e morte de Cristo, concorram para o bem do povo de Deus»95.

  1. 95Cf. .
I. Os seus fundamentos na economia da salvação
A DOENÇA NA VIDA HUMANA
1500

A doença e o sofrimento estiveram sempre entre os problemas mais graves que afligem a vida humana. Na doença, o homem experimenta a sua incapacidade, os seus limites, a sua finitude. Qualquer enfermidade pode fazer-nos entrever a morte.

Ver também§ 1006

1501

A doença pode levar à angústia, ao fechar-se em si mesmo e até, por vezes, ao desespero e à revolta contra Deus. Mas também pode tornar uma pessoa mais amadurecida, ajudá-la a discernir, na sua vida, o que não é essencial para se voltar para o que o é. Muitas vezes, a doença leva à busca de Deus, a um regresso a Ele.

O DOENTE PERANTE DEUS
1502

O homem do Antigo Testamento vive a doença à face de Deus. É diante de Deus que desafoga o seu lamento pela doença que lhe sobreveio97 e é d'Ele. Senhor da vida e da morte, que implora a cura98. A doença torna-se caminho de conversão99 e o perdão de Deus dá início à cura100. Israel faz a experiência de que a doença está, de modo misterioso, ligada ao pecado e ao mal, e de que a fidelidade a Deus em conformidade com a sua Lei restitui a vida: «porque Eu, o Senhor, é que sou o teu médico» (). O profeta entrevê que o sofrimento pode ter também um sentido redentor pelos pecados dos outros101. Finalmente, Isaías anuncia que Deus fará vir para Sião um tempo em que perdoará todas as faltas e curará todas as doenças102.

Ver também§ 164§ 376

  1. 97Cf. Sl 38.
  2. 98Cf. : Is 38.
  3. 99Cf. : 39, 9.12.
  4. 100Cf. : 107. 20; .
  5. 101Cf. .
  6. 102Cf. .
CRISTO-MÉDICO
1503

A compaixão de Cristo para com os doentes e as suas numerosas curas de enfermos de toda a espécie103 são um sinal claro de que «Deus visitou o seu povo»104 e de que o Reino de Deus está próximo. Jesus tem poder não somente para curar, mas também para perdoar os pecados105: veio curar o homem na sua totalidade, alma e corpo: é o médico de que os doentes precisam106. A sua compaixão para com todos os que sofrem vai ao ponto de identificar-Se com eles: «Estive doente e visitastes-Me» (). O seu amor de predilecção para com os enfermos não cessou, ao longo dos séculos, de despertar a atenção particular dos cristãos para aqueles que sofrem no corpo ou na alma. Ele está na origem de incansáveis esforços para os aliviar.

Ver também§ 549§ 1421§ 2288

  1. 103Cf. .
  2. 104Cf. .
  3. 105Cf. .
  4. 106Cf. .
1504

Frequentemente, Jesus pede aos doentes que acreditem107. Serve-se de sinais para curar: saliva e imposição das mãos108, lodo e lavagem109. Por seu lado, os doentes procuram tocar-Lhe110, «porque saía d'Ele uma força que a todos curava» (). Por isso, nos sacramentos, Cristo continua a «tocar-nos» para nos curar.

Ver também§ 695§ 1116

  1. 107Cf. : 9. 23.
  2. 108Cf. Mc 7. 32-36; 8, 22-25.
  3. 109Cf. .
  4. 110Cf. : 6. 56.
1505

Comovido por tanto sofrimento, Cristo não só Se deixa tocar pelos doentes, como também faz suas as misérias deles: «Tomou sobre Si as nossas enfermidades e carregou com as nossas doenças» ()111. Ele não curou todos os doentes. As curas que fazia eram sinais da vinda do Reino de Deus. Anunciavam uma cura mais radical: a vitória sobre o pecado e sobre a morte, mediante a sua Páscoa. Na cruz, Cristo tomou sobre Si todo o peso do mal112 e tirou «o pecado do mundo» (), do qual a doença não é mais que uma consequência. Pela sua paixão e morte na cruz. Cristo deu novo sentido ao sofrimento: desde então este pode configurar-nos com Ele e unir-nos à sua paixão redentora.

Ver também§ 440§ 307

  1. 111Cf. .
  2. 112Cf. .
«CURAI OS ENFERMOS...»
1506

Cristo convida os discípulos a seguirem-no, tomando a sua cruz113. Seguindo-O, eles adquirem uma nova visão da doença e dos doentes. Jesus associa-os à sua vida pobre e servidora. Fá-los participar no seu ministério de compaixão e de cura: E eles «partiram e pregaram que era preciso cada um arrepender-se. Expulsavam muitos demónios, ungiam com óleo numerosos doentes, e curavam-nos» ().

Ver também§ 859

  1. 113Cf. .
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Fontes e créditos

Catecismo — texto oficial · © Libreria Editrice Vaticana · vatican.va

Sagrada Escritura — Bíblia Sagrada, edição Ave Maria

Padres da Igreja, Doutores e Suma Teológica · newadvent.org

S. Josemaría Escrivá · escriva.org

Concílios e documentos papais · Santa Sé · vatican.va

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