Catecismo

Catequese 1 de 28

O Sínodo sobre a família

Audiência geral de 10 de Dezembro de 2014

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Papa Francisco · vatican.va

ARTIGO 7
O SACRAMENTO DO MATRIMÓNIO
1601

«O pacto matrimonial, pelo qual o homem e a mulher constituem entre si a comunhão íntima de toda a vida, ordenado por sua índole natural ao bem dos cônjuges e à procriação e educação da prole, entre os baptizados foi elevado por Cristo Senhor à dignidade de sacramento»93 .

  1. 93CIC can. 1055. § 1.
I. O matrimónio no desígnio de Deus
1602

A Sagrada Escritura começa pela criação do homem e da mulher, à imagem e semelhança de Deus94, e termina com a visão das «núpcias do Cordeiro» (Ap 19, 9)95. Do princípio ao fim, a Escritura fala do matrimónio e do seu «mistério», da sua instituição e do sentido que Deus lhe deu, da sua origem e da sua finalidade, das suas diversas realizações ao longo da história da salvação, das suas dificuldades nascidas do pecado e da sua renovação «no Senhor» (1 Cor 7, 39), na Nova Aliança de Cristo e da Igreja96.

Ver também§ 369§ 796

  1. 94Cf. Gn 1, 26-27.
  2. 95Cf. Ap 19, 7.
  3. 96Cf. Ef 5, 32-32.
O MATRIMÓNIO NA ORDEM DA CRIAÇÃO
1603

«A íntima comunidade da vida e do amor conjugal foi fundada pelo Criador e dotada de leis próprias [...]. O próprio Deus é o autor do matrimónio»97. A vocação para o matrimónio está inscrita na própria natureza do homem e da mulher, tais como saíram das mãos do Criador. O matrimónio não é uma instituição puramente humana, apesar das numerosas variações a que esteve sujeito no decorrer dos séculos, nas diferentes culturas, estruturas sociais e atitudes espirituais. Tais diversidades não devem fazer esquecer os traços comuns e permanentes. Muito embora a dignidade desta instituição nem sempre e nem por toda a parte transpareça com a mesma clareza98, existe, no entanto, em todas as culturas, um certo sentido da grandeza da união matrimonial. Porque «a saúde da pessoa e da sociedade está estreitamente ligada a uma situação feliz da comunidade conjugal e familiar»99.

Ver também§ 371§ 2331§ 2210

  1. 97II Concílio do Vaticano, Const. past. Gaudium et spes, 48: AAS 58 (1966) 1067.
  2. 98Cf. II Concílio do Vaticano, Const. past. Gaudium et spes, 47: AAS 58 11966) 1067.
  3. 99II Concílio do Vaticano, Const. past. Gaudium et spes, 47: AAS 58 (1966) 1067.
1604

Deus, que criou o homem por amor, também o chamou ao amor, vocação fundamental e inata de todo o ser humano. Porque o homem foi criado à imagem e semelhança de Deus100 que é amor (1 Jo 4, 8.16). Tendo-os Deus criado homem e mulher, o amor mútuo dos dois torna-se imagem do amor absoluto e indefectível com que Deus ama o homem. É bom, muito bom, aos olhos do Criador101. E este amor, que Deus abençoa, está destinado a ser fecundo e a realizar-se na obra comum do cuidado da criação: «Deus abençoou-os e disse-lhes: "Sede fecundos e multiplicai-vos, enchei a terra e submetei-a"» (Gn 1, 28).

Ver também§ 355

  1. 100Cf. Gn 1, 27.
  2. 101Cf Gn 1, 31.
1605

Que o homem e a mulher tenham sido criados um para o outro, afirma-o a Sagrada Escritura: «Não é bom que o homem esteja só» (Gn 2, 18). A mulher, «carne da sua carne»102, isto é, sua igual, a criatura mais parecida com ele, é-lhe dada por Deus como uma ,auxiliar»103, representando assim aquele «Deus que é o nosso auxílio»104. «Por esse motivo, o homem deixará o pai e a mãe, para se unir à sua mulher: e os dois serão uma só carne» (Gn 2, 24). Que isto significa uma unidade indefectível das duas vidas, o próprio Senhor o mostra, ao lembrar qual foi, «no princípio», o desígnio do Criador105: «Portanto, já não são dois, mas uma só carne» (Mt 19, 6).

Ver também§ 372§ 1614

  1. 102Cf. Gn 2, 23.
  2. 103Cf Gn 2, 18.
  3. 104Cf. Sl 121, 2.
  4. 105Cf Mt 19, 4.
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Catecismo — texto oficial · © Libreria Editrice Vaticana · vatican.va

Sagrada Escritura — Bíblia Sagrada, edição Ave Maria

Padres da Igreja, Doutores e Suma Teológica · newadvent.org

S. Josemaría Escrivá · escriva.org

Concílios e documentos papais · Santa Sé · vatican.va

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