A fé á um dom gratuito de Deus ao homem. Mas nós podemos perder este dom inestimável. Paulo adverte Timóteo a respeito dessa possibilidade: «Combate o bom combate, guardando a fé e a boa consciência; por se afastarem desse princípio é que muitos naufragaram na fé» (). Para viver, crescer e perseverar até ao fim na fé, temos de a alimentar com a Palavra de Deus; temos de pedir ao Senhor que no-la aumente37; ela deve «agir pela caridade» ()38, ser sustentada pela esperança39 e permanecer enraizada na fé da Igreja.
§ 162, 268, 273, 436, 1508, 2581–2584
Continua em § 268–268
De todos os atributos divinos, só a omnipotência é nomeada no Símbolo: confessá-la é de grande alcance para a nossa vida. Nós acreditamos que ela é universal, porque Deus, que tudo criou89, tudo governa e tudo pode; amorosa, porque Deus é nosso Pai90; misteriosa, porque só a fé a pode descobrir, quando «ela actua plenamente na fraqueza» ()91.
«FAZ TUDO QUANTO LHE APRAZ» ()
Ver também§ 222
Continua em § 273–273
Só a fé pode aderir aos caminhos misteriosos da omnipotência de Deus. Esta fé gloria-se nas suas fraquezas, para atrair a si o poder de Cristo97. Desta fé é modelo supremo a Virgem Maria, pois acreditou que «a Deus nada é impossível» () e pôde proclamar a grandeza do Senhor: «O Todo-Poderoso fez em mim maravilhas; 'Santo' – é o seu nome» ().
Ver também§ 148
- 97Cf. : Fl 4. 13.
Continua em § 436–436
Cristo vem da tradução grega do termo hebraico «Messias», que quer dizer «ungido». Só se torna nome próprio de Jesus porque Ele cumpre perfeitamente a missão divina que tal nome significa. Com efeito, em Israel eram ungidos, em nome de Deus, aqueles que Lhe eram consagrados para uma missão d'Ele dimanada. Era o caso dos reis25, dos sacerdotes26 e, em raros casos, dos profetas27. Este devia ser, por excelência, o caso do Messias, que Deus enviaria para estabelecer definitivamente o seu Reino28. O Messias devia ser ungido pelo Espírito do Senhor29, ao mesmo tempo como rei e sacerdote30 mas também como profeta31. Jesus realizou a expectativa messiânica de Israel na sua tríplice função de sacerdote, profeta e rei.
Continua em § 1508–1508
O Espírito Santo confere a alguns o carisma especial de poderem curar116 para manifestar a força da graça do Ressuscitado. Todavia, nem as orações mais fervorosas obtêm sempre a cura de todas as doenças. Assim, São Paulo deve aprender do Senhor que «a minha graça te basta: pois na fraqueza é que a minha força actua plenamente» (), e que os sofrimentos a suportar podem ter como sentido que «eu complete na minha carne o que falta à paixão de Cristo, em benefício do seu corpo, que é a Igreja» ().
- 116Cf. .
Continua em § 2581–2584
O templo devia ser, para o povo de Deus, o lugar da sua educação para a oração: as peregrinações, as festas, os sacrifícios, a oblação vespertina, o incenso, os «pães da proposição», todos esses sinais da santidade e da glória do Deus altíssimo e tão próximo, eram apelos e caminhos de oração. Muitas vezes, porém, o ritualismo arrastava o povo para um culto demasiadamente exterior. Faltava-lhe a educação da fé e a conversão do coração. Foi essa a missão dos profetas, antes e depois do Exílio.
Ver também§ 1150
Elias é o pai dos profetas, da geração dos que procuram a Deus, dos que procuram a face do Deus de Jacob27. O seu nome – «O Senhor é o meu Deus» – é prenúncio do grito do povo em resposta à sua oração no monte Carmelo28. São Tiago remete para ele quando nos incita à oração: «Muito pode a oração persistente dum justo» ()29.
Depois de ter aprendido a misericórdia no seu retiro na torrente de Querit, ensina à viúva de Sarepta a fé na Palavra de Deus, fé que ele confirma com a sua oração insistente: Deus faz voltar à vida o filho da viúva30.
Aquando do sacrifício no monte Carmelo, prova decisiva para a fé do povo de Deus, é em resposta à sua súplica que o fogo do Senhor consome o holocausto, «à hora de oferecer o sacrifício da tarde». «Responde-me, Senhor, responde-me!» são as palavras de Elias, que as liturgias orientais retomam na epiclese eucarística31.
Finalmente, retomando o caminho do deserto em direcção ao lugar onde o Deus vivo e verdadeiro Se revelou ao seu povo, Elias recolheu-se, como Moisés, «na cavidade do rochedo», até «passar» a presença misteriosa de Deus32. Mas será somente no monte da transfiguração que Se mostrará sem véu Aquele cuja face eles procuravam33: o conhecimento da glória de Deus está na face de Cristo, crucificado e ressuscitado34.
É no «a sós com Deus» que os profetas vão haurir luz e força para a sua missão. A sua oração não é uma fuga do mundo infiel, mas uma escuta da Palavra de Deus, às vezes um debate ou uma queixa e sempre uma intercessão que espera e prepara a intervenção do Deus Salvador, Senhor da história35.
Ver também§ 2709
- 35Cf. ; ; ; 15, 15-18; 20, 7-18.