Por enquanto porém, «caminhamos pela fé e não vemos claramente» (), e conhecemos Deus «como num espelho, de maneira confusa, [...] imperfeita» (). Luminosa por parte d'Aquele em quem ela crê, a fé é muitas vezes vivida na obscuridade, e pode ser posta à prova. O mundo em que vivemos parece muitas vezes bem afastado daquilo que a ,fé nos diz: as experiências do mal e do sofrimento, das injustiças e da morte parecem contradizer a Boa-Nova, podem abalar a fé e tornarem-se, em relação a ela, uma tentação.
§ 164–165
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É então que nos devemos voltar para as testemunhas da fé: Abraão, que acreditou, «esperando contra toda a esperança» (); a Virgem Maria que, na «peregrinação da fé»41, foi até à «noite da fé»42, comungando no sofrimento do seu Filho e na noite do seu sepulcro43; e tantas outras testemunhas da fé: «envoltos em tamanha nuvem de testemunhas, devemos desembaraçar-nos de todo o fardo e do pecado que nos cerca, e correr com constância o risco que nos é proposto, fixando os olhos no guia da nossa fé, o qual a leva à perfeição» ().
Ver também§ 2719
- 41Cf. II Concílio Vaticano, Const. dogm. Lumen Gentium, 58: AAS 57 (1965) 61.
- 42João Paulo II, Enc. Redemptoris Mater, 17: AAS 79 (1987) 381.
- 43João Paulo II, Enc. Redemptoris Mater, 18: AAS 79 (1987) 382-383.