«Deus encerrou todos na desobediência, para usar de misericórdia para com todos» (Rm 11, 32).
§ 1870–1877
O pecado é «uma palavra, um acto ou um desejo contrários à lei eterna»110. É uma ofensa a Deus. Levanta-se contra Deus por uma desobediência contrária à obediência de Cristo.
- 110Santo Agostinho, Contra Faustum manichaeum, 22, 27: CSEL 25, 621 (PL 42, 418).
O pecado é um acto contrário à razão. Fere a natureza do homem e atenta contra a solidariedade humana.
A raiz de todos os pecados está no coração do homem. As suas espécies e gravidade aferem-se, principalmente, pelo seu objecto.
Optar deliberadamente – isto é, sabendo e querendo – por algo gravemente contrário à lei divina e ao fim último do homem, é cometer um pecado mortal. Este destrói em nós a caridade, sem a qual a bem-aventurança eterna é impossível; se não houver arrependimento, tem como consequência a morte eterna.
O pecado venial constitui uma desordem moral, reparável pela caridade que deixa subsistir em nós.
A repetição dos pecados, mesmo veniais, gera os vícios, entre os quais se distinguem os pecados capitais.
A vocação da humanidade é manifestar a imagem de Deus e ser transformada à imagem do Filho único do Pai. Esta vocação reveste-se de uma forma pessoal, pois cada um é chamado a entrar na bem-aventurança divina. Mas diz também respeito ao conjunto da comunidade humana.
Ver também§ 355