§ 216–221
Deus é igualmente verdadeiro quando Se revela: todo o ensinamento que vem de Deus é «doutrina de verdade» (). Quando Ele enviar o seu Filho ao mundo, será «para dar testemunho da verdade» (): «Sabemos [...] que veio o Filho de Deus e nos deu entendimento para conhecermos o Verdadeiro» ()18.
- 18Cf. .
No decorrer da sua história, Israel pôde descobrir que Deus só tinha uma razão para Se lhe ter revelado e o ter escolhido, de entre todos os povos, para ser o seu povo: o seu amor gratuito19. E Israel compreendeu, graças aos seus profetas, que foi também por amor que Deus não deixou de o salvar20 e de lhe perdoar a sua infidelidade e os seus pecados21.
Ver também§ 295
O amor de Deus para com Israel é comparado ao amor dum pai para com o seu filho22. Este amor é mais forte que o de uma mãe para com os seus filhos23. Deus ama o seu povo, mais que um esposo a sua bem-amada24; este amor vencerá mesmo as piores infidelidades25; e chegará ao mais precioso de todos os dons: «Deus amou de tal maneira o mundo, que lhe entregou o seu Filho Único» ().
O amor de Deus é «eterno» (): «Ainda que as montanhas se desloquem e vacilem as colinas, o meu amor não te abandonará» (). «Amei-te com amor eterno: por isso, guardei o meu favor para contigo» ().
São João irá ainda mais longe, ao afirmar: «Deus é Amor» (, 16): a própria essência de Deus é Amor. Ao enviar, na plenitude dos tempos, o seu Filho único e o Espírito de Amor, Deus revela o seu segredo mais íntimo ": Ele próprio é eternamente permuta de amor: Pai, Filho e Espírito Santo; e destinou-nos a tomar parte nessa comunhão.