O coração, assim decidido a converter-se, aprende a orar na fé. A fé é uma adesão filial a Deus, para além de tudo quanto sentimos e compreendemos. Tornou-se possível, porque o Filho bem-amado nos franqueia o acesso até junto do Pai. Ele pode pedir-nos que «procuremos» e «batamos à porta», porque Ele próprio é a porta e o caminho64.
Do mesmo modo que Jesus ora ao Pai e Lhe dá graças antes de receber os seus dons, assim também nos ensina esta audácia filial: «tudo o que pedirdes na oração, acreditai que já o alcançastes» (). Tal é a força da oração: «tudo é possível a quem crê» (), com uma fé que não hesita65. Assim como Jesus Se entristece por causa da «falta de fé» dos seus conterrâneos () e da «pouca fé» dos seus discípulos66, também Se enche de admiração perante a «grande fé» do centurião romano67 e da cananeia68.
A oração de fé não consiste somente em dizer «Senhor, Senhor!», mas em preparar o coração para fazer a vontade do Pai69. Jesus exorta os seus discípulos a levar para a oração esta solicitude em cooperar com o desígnio de Deus70.