Catecismo
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§ 270–271, 1151–1152, 1503–1505

270

Deus é o Pai todo-poderoso. A sua paternidade e o seu poder esclarecem-se mutuamente. Com efeito, Ele mostra a sua omnipotência paterna pelo modo como cuida das nossas necessidades95 pela adopção filial que nos concede («serei para vós um Pai e vós sereis para Mim filhos e filhas, diz o Senhor todo poderoso»: ); enfim, pela sua infinita misericórdia, pois mostra o seu poder no mais alto grau, perdoando livremente os pecados.

Ver também§ 2777§ 1441

  1. 95Cf. .
271

A omnipotência divina não é, de modo algum, arbitrária: «Em Deus, o poder e a essência, a vontade e a inteligência, a sabedoria e a justiça, são uma só e a mesma coisa, de modo que nada pode estar no poder divino que não possa estar na justa vontade de Deus ou na sua sábia inteligência»96.

  1. 96São Tomás De Aquino, Summa theologiae 1, q. 25, a. 5, ad 1: Ed Leon. 4, 297.

Continua em § 1151–1152

1151

Sinais assumidos por Cristo. Na sua pregação, o Senhor Jesus serve-Se muitas vezes dos sinais da criação para dar a conhecer os mistérios do Reino de Deus21. Realiza as suas curas ou sublinha a sua pregação com sinais materiais ou gestos simbólicos22. Dá um sentido novo aos factos e sinais da Antiga Aliança, sobretudo ao Êxodo e à Páscoa23, porque Ele próprio é o sentido de todos esses sinais.

Ver também§ 1335

  1. 21Cf. .
  2. 22Cf. : ; 8, 22-25.
  3. 23Cf. ; 22, 7-20.
1152

Sinais sacramentais. Depois do Pentecostes, é através dos sinais sacramentais da sua Igreja que o Espírito Santo opera a santificação. Os sacramentos da Igreja não vêm abolir, mas purificar e assumir, toda a riqueza dos sinais e símbolos do cosmos e da vida social. Além disso, realizam os tipos e figuras da Antiga Aliança, significam e realizam a salvação operada por Cristo, e prefiguram e antecipam a glória do céu.

Continua em § 1503–1505

CRISTO-MÉDICO
1503

A compaixão de Cristo para com os doentes e as suas numerosas curas de enfermos de toda a espécie103 são um sinal claro de que «Deus visitou o seu povo»104 e de que o Reino de Deus está próximo. Jesus tem poder não somente para curar, mas também para perdoar os pecados105: veio curar o homem na sua totalidade, alma e corpo: é o médico de que os doentes precisam106. A sua compaixão para com todos os que sofrem vai ao ponto de identificar-Se com eles: «Estive doente e visitastes-Me» (). O seu amor de predilecção para com os enfermos não cessou, ao longo dos séculos, de despertar a atenção particular dos cristãos para aqueles que sofrem no corpo ou na alma. Ele está na origem de incansáveis esforços para os aliviar.

Ver também§ 549§ 1421§ 2288

  1. 103Cf. .
  2. 104Cf. .
  3. 105Cf. .
  4. 106Cf. .
1504

Frequentemente, Jesus pede aos doentes que acreditem107. Serve-se de sinais para curar: saliva e imposição das mãos108, lodo e lavagem109. Por seu lado, os doentes procuram tocar-Lhe110, «porque saía d'Ele uma força que a todos curava» (). Por isso, nos sacramentos, Cristo continua a «tocar-nos» para nos curar.

Ver também§ 695§ 1116

  1. 107Cf. : 9. 23.
  2. 108Cf. Mc 7. 32-36; 8, 22-25.
  3. 109Cf. .
  4. 110Cf. : 6. 56.
1505

Comovido por tanto sofrimento, Cristo não só Se deixa tocar pelos doentes, como também faz suas as misérias deles: «Tomou sobre Si as nossas enfermidades e carregou com as nossas doenças» ()111. Ele não curou todos os doentes. As curas que fazia eram sinais da vinda do Reino de Deus. Anunciavam uma cura mais radical: a vitória sobre o pecado e sobre a morte, mediante a sua Páscoa. Na cruz, Cristo tomou sobre Si todo o peso do mal112 e tirou «o pecado do mundo» (), do qual a doença não é mais que uma consequência. Pela sua paixão e morte na cruz. Cristo deu novo sentido ao sofrimento: desde então este pode configurar-nos com Ele e unir-nos à sua paixão redentora.

Ver também§ 440§ 307

  1. 111Cf. .
  2. 112Cf. .
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Catecismo — texto oficial · © Libreria Editrice Vaticana · vatican.va

Sagrada Escritura — Bíblia Sagrada, edição Ave Maria

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