Rezar ao nosso Pai deve fazer crescer em nós a vontade de nos parecermos com Ele e criar em nós um coração humilde e confiante.
§ 2800–2804
Ao dizermos Pai «nosso», invocamos a Nova Aliança em Jesus Cristo, a comunhão com a Santíssima Trindade e a caridade divina que, através da Igreja, se estende às dimensões do mundo.
A expressão «que estais nos céus» não designa um lugar, mas sim a majestade de Deus e a sua presença no coração dos justos. O céu, a Casa do Pai, constitui a verdadeira pátria, para onde caminhamos e à qual desde já pertencemos.
Depois de nos termos posto na presença de Deus nosso Pai para O adorarmos, amarmos e bendizermos, o Espírito filial faz brotar dos nossos corações sete petições, que são sete bênçãos. As três primeiras, mais teologais, atraem-nos para a glória do Pai; as quatro últimas, como caminhos para Ele, expõem a nossa miséria à sua graça. «Abismo atrai abismo» (Sl 42, 8).
Ver também§ 2627
O primeiro conjunto leva-nos até Ele, para Ele: o vosso nome, o vosso Reino, a vossa vontade! É próprio do amor pensar, em primeiro lugar, n' Aquele que amamos. Em cada um dos três pedidos, nós não «nos» nomeamos, mas o que nos move é o «desejo ardente», é mesmo «a ânsia» do Filho bem-amado pela glória de seu Pai55: «Santificado seja [...]. Venha [...]. Seja feita...». Estas três súplicas já foram atendidas no sacrifício de Cristo salvador, mas agora estão orientadas, na esperança, para o seu cumprimento final, enquanto Deus ainda não é tudo em todos56.