Ele «manifestou-nos o mistério da sua vontade, segundo o beneplácito que nele de antemão estabeleceu [...]: instaurar todas as coisas em Cristo [...]. Foi n'Ele também que fomos escolhidos como sua herança, predestinados de acordo com o desígnio daquele que tudo opera de acordo com a decisão da sua vontade» (). Nós pedimos com empenho que este plano benevolente se realize por completo na terra, como já se cumpre no céu.
Foi em Cristo e pela sua vontade humana que a vontade do Pai se cumpriu perfeitamente e duma vez para sempre. Ao entrar neste mundo, Jesus disse: «Eu venho, [...] ó Deus, para fazer a tua vontade» ()87. Só Jesus pode dizer: «Faço sempre o que é do seu agrado» (). Na oração da sua agonia, Ele conforma-Se totalmente com esta vontade: «Não se faça a minha vontade, mas a tua» ()88. Eis por que Jesus «Se entregou pelos nossos pecados [...] consoante a vontade de Deus» (). «Em virtude dessa mesma vontade é que nós fomos santificados, pela oferenda do corpo de Jesus Cristo » ().