Encontra-se às vezes uma distinção entre alma e espírito. São Paulo, por exemplo, ora para que «todo o nosso ser, o espírito, a alma e o corpo», seja guardado sem mancha até à vinda do Senhor (). A Igreja ensina que esta distinção não introduz uma dualidade na alma235, «Espírito» significa que o homem é ordenado, desde a sua criação, para o seu fim sobrenatural236, e que a alma é capaz de ser gratuitamente sobreelevada até à comunhão com Deus237.
235IV Concílio de Constantinopla (ano 870), canon 11: DS 657.
236Cf. I Concílio do Vaticano, Const. dogm. Dei Filius, c. 2: DS 3005; II Concílio Vaticano, Const. past. Gaudium et spes, 22: AAS 58 (1966) 1042-1043.
237Cf. Pio XII, Enc. Humani generis (ano 1950): DS 3891.
A tradição espiritual da Igreja insiste também no coração,no sentido bíblico de «fundo do ser» («nas entranhas»: ) em que a pessoa se decide ou não por Deus238.