Neste pecado, o homem preferiu-se a si próprio a Deus, e por isso desprezou Deus: optou por si próprio contra Deus, contra as exigências da sua condição de criatura e, daí, contra o seu próprio bem. Constituído num estado de santidade, o homem estava destinado a ser plenamente «divinizado» por Deus na glória. Pela sedução do Diabo, quis «ser como Deus»275, mas «sem Deus, em vez de Deus, e não segundo Deus»276.
§ 398–400
398
400
A harmonia em que viviam, graças à justiça original, ficou destruída; o domínio das faculdades espirituais da alma sobre o corpo foi quebrado280; a união do homem e da mulher ficou sujeita a tensões281; as suas relações serão marcadas pela avidez e pelo domínio282. A harmonia com a criação desfez-se: a criação visível tornou-se, para o homem, estranha e hostil283. Por causa do homem, a criação ficou sujeita «à servidão da corrupção»284. Enfim, vai concretizar-se a consequência explicitamente anunciada para o caso da desobediência285: o homem «voltará ao pó de que foi formado»286. A morte faz a sua entrada na história da humanidade287.