Nesta história da salvação, Deus não Se contenta com libertar Israel «da casa da escravidão» (), fazendo-o sair do Egipto. Salvou-o também do seus pecados. Porque o pecado é sempre uma ofensa feita a Deus11, só Ele é que pode absolvê-lo12. É por isso que Israel, tomando cada vez mais consciência da universalidade do pecado, só poderá procurar a salvação na invocação do nome do Deus Redentor13.
§ 431–434
O nome de Jesus significa que o próprio nome de Deus está presente na pessoa do seu Filho14 feito homem para a redenção universal e definitiva dos pecados. Ele é o único nome divino que traz a salvação15 e pode desde agora ser invocado por todos, pois a todos os homens Se uniu pela Encarnação16, de tal modo que «não existe debaixo do céu outro nome, dado aos homens, pelo qual possamos ser salvos» (Act 4, l2)17.
O nome de Deus salvador era invocado apenas uma vez por ano, pelo sumo sacerdote, para expiação dos pecados de Israel, depois de ter aspergido o propiciatório do «santo dos santos» com o sangue do sacrifício18. O propiciatório era o lugar da presença de Deus19. Quando São Paulo diz de Jesus que Deus O «ofereceu para, n'Ele, pelo seu sangue, se realizar a expiação» (), quer dizer que, na sua humanidade, «era Deus que em Cristo reconciliava o mundo consigo» ().
Ver também§ 615
A ressurreição de Jesus glorifica o nome de Deus salvador20 porque, a partir daí, é o nome de Jesus que manifesta em plenitude o poder supremo do nome que está acima de todos os nomes» (). Os espíritos maus temem o seu nome21 e é em seu nome que os discípulos de Jesus fazem milagres22, porque tudo o que pedem ao Pai, em seu nome, Ele lho concede23.