O anjo anunciou aos pastores o nascimento de Jesus como sendo o do Messias prometido a Israel: «nasceu-vos hoje, na cidade de David, um salvador que é Cristo, Senhor» (). Desde a origem, Ele é «Aquele que o Pai consagrou e enviou ao mundo» (), concebido como «santo» no seio virginal de Maria32. José foi convidado por Deus a «levar para sua casa Maria, sua esposa», grávida d'«Aquele que nela foi gerado pelo poder do Espírito Santo» (), para que Jesus, «chamado Cristo», nascesse da esposa de José, na descendência messiânica de David ()33.
§ 437–438
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A consagração messiânica de Jesus manifesta a sua missão divina. «Aliás, é o que indica o seu próprio nome; porque no nome de Cristo está subentendido Aquele que ungiu. Aquele que foi ungido e a própria Unção com que foi ungido. Aquele que ungiu é o Pai, Aquele que foi ungido é o Filho, e foi-o no Espírito que é a Unção»34. A sua eterna consagração messiânica revelou-se no tempo da sua vida terrena, quando do seu baptismo por João, altura em que «Deus O ungiu com o Espírito Santo e poder» (), «para que se manifestasse a Israel» () como seu Messias. As suas obras e palavras dá-lo-ão a conhecer como «o santo de Deus»35.