Jesus escandalizou, sobretudo, por ter identificado a sua conduta misericordiosa para com os pecadores com a atitude do próprio Deus a respeito dos mesmos399. Chegou, até, a dar a entender que, sentando-Se à mesa dos pecadores400, os admitia no banquete messiânico401. Mas foi muito particularmente ao perdoar os pecados que Jesus colocou as autoridades religiosas de Israel perante um dilema. É que, como essas autoridades justamente dizem, apavoradas, «só Deus pode perdoar os pecados» (). Jesus ao perdoar os pecados, ou blasfema por ser um homem que se faz igual a Deus402, ou diz a verdade e a Sua pessoa torna então presente e revela o nome de Deus403.
§ 589–590
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Só a identidade divina da pessoa de Jesus é que pode justificar uma exigência tão absoluta como esta: «Quem não está comigo, está contra Mim» (); o mesmo se diga de quando afirma ser «mais que Jonas,... mais que Salomão» (), «mais que o templo»404; de quando lembra, a respeito de si próprio, que David chamou ao Messias o seu Senhor405; de quando afirma: «Antes de Abraão existir, "Eu sou"» (); e ainda mais: «Eu e o Pai somos um» ().
Ver também§ 253