Jesus praticou actos, como o perdão dos pecados, que O manifestaram como sendo o próprio Deus salvador418. Alguns judeus, que, não reconhecendo o Deus feito homem419 viam n'Ele «um homem que se faz Deus»420, julgaram-n'O como blasfemo.
Entre as autoridades religiosas de Jerusalém, não somente se encontravam o fariseu Nicodemos421 e o notável José de Arimateia, discípulos ocultos de Jesus422, mas também, durante muito tempo, houve dissensões a respeito d'Ele423 ao ponto de, na própria véspera da paixão. João poder dizer deles que «um bom número acreditou n' Ele», embora de modo assaz imperfeito (); o que não é nada de admirar, tendo-se presente que, no dia seguinte ao de Pentecostes, «um grande número de sacerdotes se submetia à fé» () e «alguns homens do partido dos fariseus tinham abraçado a fé» (), de tal modo que São Tiago podia dizer a São Paulo que «muitos milhares entre os judeus abraçaram a fé e todos têm zelo pela Lei» ().