Depois de ter aceitado dar-Lhe o baptismo como aos pecadores464, João Baptista viu e mostrou em Jesus o «Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo»465. Manifestou deste modo que Jesus é, ao mesmo tempo, o Servo sofredor, que Se deixa levar ao matadouro sem abrir a boca466, carregando os pecados das multidões467, e o cordeiro pascal, símbolo da redenção de Israel na primeira Páscoa468, Toda a vida de Cristo manifesta a sua missão: «servir e dar a vida como resgate pela multidão»469.
§ 608–609
«O CORDEIRO QUE TIRA O PECADO DO MUNDO»
608
JESUS PARTILHA LIVREMENTE O AMOR REDENTOR DO PAI
609
Ao partilhar, no seu coração humano, o amor do Pai para com os homens, Jesus «amou-os até ao fim» (), «pois não há maior amor do que dar a vida por aqueles que se ama» (). Assim, no sofrimento e na morte, a sua humanidade tornou-se instrumento livre e perfeito do seu amor divino, que quer a salvação dos homens470. Com efeito, Ele aceitou livremente a sua paixão e morte por amor do Pai e dos homens a quem o Pai quer salvar: «Ninguém Me tira a vida. Sou Eu que a dou espontaneamente» (). Daí, a liberdade soberana do Filho de Deus, quando Ele próprio vai ao encontro da morte471.