A morada dos mortos, a que Cristo morto desceu, é chamada pela Escritura os infernos, Sheol ou Hades531, porque aqueles que aí se encontravam estavam privados da visão de Deus532. Tal era o caso de todos os mortos, maus ou justos, enquanto esperavam o Redentor533, o que não quer dizer que a sua sorte fosse idêntica, como Jesus mostra na parábola do pobre Lázaro, recebido no «seio de Abraão»534. «Foram precisamente essas almas santas, que esperavam o seu libertador no seio de Abraão, que Jesus Cristo libertou quando desceu à mansão dos mortos»535. Jesus não desceu à mansão dos mortos para de lá libertar os condenados536, nem para abolir o inferno da condenação537, mas para libertar os justos que O tinham precedido538.
Ver também§ 1033
- 531Cf. ; : ; .
- 532Cf. ; 88, 11-13.
- 533Cf. ; : .
- 534Cf. ,
- 535CatRom 1. 6. 3. p. 71.
- 536Cf. Concílio de Roma (ano 745), De descensu Christi ad inferos: DS 587.
- 537Cf. Bento XII, Libellus, Cum dudum (1341). 18: DS 1011; Clemente VI, Ep. Super quibusdam (ano 1351), c. 15, 13: DS 1077.
- 538Cf. IV Concílio de Toledo (ano 633). Capitulum, 1: DS 485; .