Cristo, «primogénito de entre os mortos» (), é o princípio da nossa própria ressurreição, desde agora pela justificação da nossa alma586, mais tarde pela vivificação do nosso corpo587.
«Então, o Senhor Jesus, depois de lhes ter falado, foi elevado ao céu e sentou-se à direita de Deus» (). O corpo de Cristo foi glorificado desde o momento da sua ressurreição, como o provam as propriedades novas e sobrenaturais de que, a partir de então, ele goza permanentemente588. Mas, durante os quarenta dias em que vai comer e beber familiarmente com os discípulos589 e instruí-los sobre o Reino590, a sua glória fica ainda velada sob as aparências duma humanidade normal591. A última aparição de Jesus termina com a entrada irreversível da sua humanidade na glória divina, simbolizada pela nuvem592 e pelo céu593. onde a partir de então, está sentado à direita de Deus594. Só de modo absolutamente excepcional e único é que Se mostrará a Paulo, «como a um aborto» (), numa última aparição que o constitui Apóstolo595.