Contra toda a esperança humana, Deus promete a Abraão uma descendência, como fruto da fé e do poder do Espírito Santo60. Nessa descendência serão abençoadas todas as nações da terra61. Essa descendência será o Cristo62 no qual a efusão do Espírito Santo fará «a unidade dos filhos de Deus dispersos»63. Comprometendo-Se por juramento64, Deus obriga-Se, desde logo, ao dom do seu Filho muito-amado65 e ao dom do «Espírito Santo prometido, que constitui o título de garantia da nossa herança para a redenção do povo que Deus adquiriu para Si mesmo»66.
As teofanias (manifestações de Deus) iluminam o caminho da promessa, dos patriarcas a Moisés e de Josué até às visões que inauguram a missão dos grandes profetas. A Tradição cristã sempre reconheceu que, nestas teofanias, o Verbo de Deus Se deixava ver e ouvir, ao mesmo tempo revelado e «velado», na nuvem do Espírito Santo.
Esta pedagogia de Deus manifesta-se especialmente no dom da Lei67. A Lei foi dada como um «pedagogo» para conduzir o povo a Cristo68. Mas a sua impotência para salvar o homem, privado da «semelhança» divina e o conhecimento acrescido que ela dá do pecado69 suscitam o desejo do Espírito Santo. Os gemidos dos Salmos são disso testemunho.