Catecismo

§ 814–833

814

Desde a origem, no entanto, esta Igreja apresenta-se com uma grande diversidade, proveniente ao mesmo tempo da variedade dos dons de Deus e da multiplicidade das pessoas que os recebem. Na unidade do povo de Deus, juntam-se as diversidades dos povos e das culturas. Entre os membros da Igreja existe uma diversidade de dons, de cargos, de condições e de modos de vida. «No seio da comunhão da Igreja existem legitimamente Igrejas particulares, que gozam das suas tradições próprias»271. A grande riqueza desta diversidade não se opõe à unidade da Igreja. No entanto, o pecado e o peso das suas consequências ameaçam constantemente o dom da unidade. Também o Apóstolo se viu na necessidade de exortar a que se guardasse «a unidade do Espírito pelo vínculo da paz» (Ef 4, 3).

Ver também§ 791§ 873§ 1202§ 832

  1. 271II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Lumen Gentium, 13: AAS 57 (1905) 18.
815

Quais são os vínculos da unidade? «Acima de tudo, a caridade, que é o vínculo da perfeição» (Cl 3, 14). Mas a unidade da Igreja peregrina é assegurada também por laços visíveis de comunhão:

– a profissão duma só fé, recebida dos Apóstolos;

– a celebração comum do culto divino, sobretudo dos sacramentos;

– a sucessão apostólica pelo sacramento da Ordem, que mantém a concórdia fraterna da família de Deus272.

Ver também§ 1827§ 830§ 837§ 173

  1. 272II Concílio do Vaticano, Decr. Unitatis redintegratio, 2: AAS 57 (1965) 91-92; Id, Const. dogm. Lumen Gentium, 14: AAS 57 (1965) 18-19; CIC cân 205.
816

«A única Igreja de Cristo [...] é aquela que o nosso Salvador, depois da ressurreição, entregou a Pedro, com o encargo de a apascentar, confiando também a ele e aos outros apóstolos a sua difusão e governo [...]. Esta Igreja, constituída e organizada neste mundo como uma sociedade, subsiste (subsistit in) na Igreja Católica, governada pelo sucessor de Pedro e pelos bispos em comunhão com ele»273.

O decreto do II Concílio do Vaticano sobre o Ecumenismo explicita: «Com efeito, só pela Igreja Católica de Cristo, que é "meio geral de salvação", é que se pode obter toda a plenitude dos meios de salvação. Na verdade, foi apenas ao colégio apostólico, de que Pedro é o chefe, que, segundo a nossa fé, o Senhor confiou todas as riquezas da nova Aliança, a fim de constituir na terra um só Corpo de Cristo, ao qual é necessário que sejam plenamente incorporados todos os que, de certo modo, pertencem já ao povo de Deus»274.

Ver também§ 830

  1. 273II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Lumen Gentium, 8: AAS 57 (1965) 11-12.
  2. 274II Concílio do Vaticano, Decr. Unitatis redintegratio, 3: AAS 57 (1965) 94.
817

De facto, «nesta Igreja de Deus una e única, já desde os primórdios surgiram algumas cisões, que o Apóstolo censura asperamente como condenáveis. Nos séculos posteriores, porém, surgiram dissensões mais amplas. Importantes comunidades separaram-se da plena comunhão da Igreja Católica, às vezes por culpa dos homens duma e doutra parte»275. As rupturas que ferem a unidade do Corpo de Cristo (a saber: a heresia, a apostasia e o cisma)276 devem-se aos pecados dos homens:

«Ubi peccata, ibi est multitudo, ibi schismata, ibi haereses, ibi discussiones. Ubi autem virtus, ibi singularitas, ibi unio, ex quo omnium credentium erat cor unum et anima una — Onde há pecados, aí se encontra a multiplicidade, o cisma, a heresia, o conflito. Mas onde há virtude, aí se encontra a unicidade e aquela união que faz com que todos os crentes tenham um só coração e uma só alma»277.

Ver também§ 2089

  1. 275II Concílio do Vaticano, Decr. Unitatis redintegratio, 3: AAS 57 (1965) 92-93.
  2. 276Cf. CIC cân 751.
  3. 277Orígenes, In Ezechielem homilia 9, 1: SC 352, 296 (PG 13, 732).
818

Os que hoje nascem em comunidades provenientes de tais rupturas, «e que vivem a fé de Cristo, não podem ser acusados do pecado da divisão. A Igreja Católica abraça-os com respeito e caridade fraterna [...]. Justificados pela fé recebida no Baptismo, incorporados em Cristo, é a justo título que se honram com o nome de cristãos e os filhos da Igreja Católica reconhecem-nos legitimamente como irmãos no Senhor»278.

Ver também§ 1271

  1. 278II Concílio do Vaticano,. Decr. Unitatis redintegratio, 3: AAS 57 (1965) 93.
819

Além disso, existem fora das fronteiras visíveis da Igreja Católica, «muitos elementos de santificação e de verdade»279: «a Palavra de Deus escrita, a vida da graça, a fé, a esperança e a caridade, outros dons interiores do Espírito Santo e outros elementos visíveis»280. O Espírito de Cristo serve-Se destas Igrejas e comunidades eclesiais como meios de salvação, cuja força vem da plenitude da graça e da verdade que Cristo confiou à Igreja Católica. Todos estes bens provêm de Cristo e a Ele conduzem281 e por si mesmos reclamam «a unidade católica»282.

  1. 279II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Lumen Gentium, 8: AAS 57 (1965) 12.
  2. 280II Concílio do Vaticano, Decr. Unitatis redintegratio, 3: AAS 57 (1965) 93: cf. Id. Const. dogm. Lumen Gentium, 15: AAS 57 (1965) 19.
  3. 281Cf. II Concílio do Vaticano, Decr. Unitatis redintegratio, 3: AAS 57 (1965) 93.
  4. 282II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Lumen Gentium, 8: AAS 57 (1965) 12.
A CAMINHO DA UNIDADE
820

A unidade, «Cristo a concedeu à sua Igreja desde o princípio. Nós cremos que ela subsiste, sem possibilidade de ser perdida, na Igreja Católica, e esperamos que cresça de dia para dia até à consumação dos séculos»283. Cristo dá sempre à sua Igreja o dom da unidade. Mas a Igreja deve orar e trabalhar constantemente para manter, reforçar e aperfeiçoar a unidade que Cristo quer para ela. Foi por esta intenção que Jesus orou na hora da sua paixão e não cessa de orar ao Pai pela unidade dos seus discípulos: «...Que todos sejam um. Como Tu, ó Pai, és um em Mim e Eu em Ti, assim também eles sejam um em Nós, para que o mundo creia que Tu Me enviaste» (Jo 17, 21). O desejo de recuperar a unidade de todos os cristãos é um dom de Cristo e um apelo do Espírito Santo284.

Ver também§ 2748

  1. 283II Concílio do Vaticano, Decr. Unitatis redintegratio, 4: AAS 57 (1965) 95.
  2. 284II Concílio do Vaticano, Decr. Unitatis redintegratio, 1: AAS 57 (1965) 90-91.
821

Para lhe corresponder de modo adequado, exige-se:

– uma renovação permanente da Igreja, numa maior fidelidade à sua vocação. Essa renovação é a força do movimento a favor da unidade285;

– a conversão do coração, «com o fim levar uma vida mais pura segundo o Evangelho»286, pois o que causa as divisões é a infidelidade dos membros ao dom de Cristo;

– a oração em comum, porque «a conversão do coração e a santidade de vida. unidas às orações, públicas e privadas, pela unidade dos cristãos, devem ser tidas como a alma de todo o movimento ecuménico, e com razão podem chamar-se ecumenismo espiritual»287;

– o mútuo conhecimento fraterno288;

– a formação ecuménica dos fiéis, e especialmente dos sacerdotes289;

– o diálogo entre os teólogos, e os encontros entre os cristãos das diferentes Igrejas e comunidades290;

– a colaboração entre cristãos nos diversos domínios do serviço dos homens »291.

Ver também§ 827§ 2791

  1. 285II Concílio do Vaticano, Decr. Unitatis redintegratio,, 6: AAS 57 (1965) 96-97.
  2. 286II Concílio do Vaticano, Decr. Unitatis redintegratio, 7: AAS 57 (1965) 97.
  3. 287II Concílio do Vaticano, Decr. Unitatis redintegratio, 8: AAS 57 (1965) 98.
  4. 288II Concílio do Vaticano, Decr. Unitatis redintegratio, 9: AAS 57 (1965) 98.
  5. 289II Concílio do Vaticano, Decr. Unitatis redintegratio, 10: AAS 57 (1965) 99.
  6. 290II Concílio do Vaticano, Decr. Unitatis redintegratio, 4: AAS 57 (1965) 94; Ibid. 9: AAS, 57 (1965) 98: Ibid. 11: AAS 57 (1965) 99.
  7. 291II Concílio do Vaticano, Decr. Unitatis redintegratio,12: AAS 57 (1965) 99-100.
822

A preocupação com realizar a união «diz respeito a toda a Igreja, fiéis e pastores»292. Mas também se deve «ter consciência de que este projecto sagrado da reconciliação de todos os cristãos na unidade duma só e única Igreja de Cristo, ultrapassa as forças e capacidades humanas». Por isso, pomos toda a nossa esperança «na oração de Cristo pela Igreja, no amor do Pai para connosco e no poder do Espírito Santo»293.

  1. 292II Concílio do Vaticano, Decr. Unitatis redintegratio, 5: AAS 57 (1965) 96.
  2. 293II Concílio do Vaticano, Decr. Unitatis redintegratio, 24: AAS 57 (1965) 107.
II. A Igreja é santa
823

«A Igreja é [...], aos olhos da fé, indefectivelmente santa. Com efeito, Cristo, Filho de Deus, que é proclamado «o único Santo», com o Pai e o Espírito, amou a Igreja como sua esposa, entregou-Se por ela para a santificar, uniu-a a Si como seu Corpo e cumulou-a com o dom do Espírito Santo para glória de Deus»294. A Igreja é, pois, «o povo santo de Deus»295, e os seus membros são chamados «santos»296.

Ver também§ 459§ 796§ 946

  1. 294II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Lumen Gentium, 39: AAS 57 (1965) 44.
  2. 295II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Lumen Gentium, 12: AAS 57 (1965) 16.
  3. 296Cf. Act 9,13: 1 Cor 6, 1; 16, 1.
824

A Igreja, unida a Cristo, é santificada por Ele. Por Ele e n'Ele toma-se também santificante. «Todas as obras da Igreja tendem, como seu fim,297 para a santificação dos homens em Cristo e para a glorificação de Deus». É na Igreja que se encontra «a plenitude dos meios de salvação»298. É nela que «nós adquirimos a santidade pela graça de Deus»299.

Ver também§ 816

  1. 297II Concílio do Vaticano, Const. Sacrosanctum Concilium, 10: AAS 56 (1964) 102.
  2. 298II Concílio do Vaticano, Decr. Unitatis redintegratio, 3: AAS 57 (1965) 94.
  3. 299II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Lumen Gentium, 48: AAS 57 (1965) 53.
825

«Na terra, a Igreja está revestida duma verdadeira, ainda que imperfeita, santidade»300. Nos seus membros, a santidade perfeita é ainda algo a adquirir: «Munidos de tantos e tão grandes meios de salvação, todos os fiéis, seja qual for a sua condição ou estado, são chamados pelo Senhor à perfeição do Pai, cada um pelo seu caminho»301.

Ver também§ 670§ 2013

  1. 300II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Lumen Gentium, 48: AAS 57 (1965) 53.
  2. 301II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Lumen Gentium, 11: AAS 57 (1965) 16.
826

A caridade é a alma da santidade à qual todos são chamados: «É ela que dirige todos os meios de santificação, lhes dá alma e os conduz ao seu fim»302:

«Compreendi que, se a Igreja tinha um corpo composto de diferentes membros, o mais necessário, o mais nobre de todos não lhe faltava: compreendi que a igreja tinha um coração, e que esse coração estava ardendo de amor. Compreendi que só o Amor fazia agir os membros da Igreja; que se o Amor se apagasse, os apóstolos já não anunciariam o Evangelho, os mártires recusar-se-iam a derramar o seu sangue... Compreendi que o Amor encerra todas as vocações, que o Amor é tudo, que abarca todos os tempos e lugares ... numa palavra, que ele é Eterno»303.

Ver também§ 1827§ 2658§ 864

  1. 302II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Lumen Gentium, 42: AAS 57 (1965) 48.
  2. 303Santa Teresa do Menino Jesus, Manuscrito B. 3v: Manuscrits autobiographiques (Paris 992) p. 299. [Santa Teresa do Menino Jesus e da Santa Face, Obras Completas (Paço de Arcos, Edições do Carmelo 1996) p. 230].
827

«Enquanto que Cristo, santo e inocente, sem mancha, não conheceu o pecado, mas veio somente expiar os pecados do povo, a Igreja, que no seu próprio seio encerra pecadores, é simultaneamente santa e chamada a purificar-se, prosseguindo constantemente no seu esforço de penitência e renovação»304. Todos os membros da Igreja, inclusive os seus ministros, devem reconhecer-se pecadores305. Em todos eles, o joio do pecado encontra-se ainda misturado com a boa semente do Evangelho até ao fim dos tempos306. A Igreja reúne, pois, em si, pecadores abrangidos pela salvação de Cristo, mas ainda a caminho da santificação:

A Igreja «é santa, não obstante compreender no seu seio pecadores, porque ela não possui em si outra vida senão a da graça: é vivendo da sua vida que os seus membros se santificam; e é subtraindo-se à sua vida que eles caem em pecado e nas desordens que impedem a irradiação da sua santidade. É por isso que ela sofre e faz penitência por estas faltas, tendo o poder de curar delas os seus filhos, pelo Sangue de Cristo e pelo dom do Espírito Santo»307.

Ver também§ 1425–1429§ 821

  1. 304II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Lumen Gentium, 8: AAS 57 (1965) 12; cf. In. Decr. Unitatis redintegratio, 3: AAS 57 (1965) 92-94; Ibid. 6: AAS 57 (1965) 96-97.
  2. 305Cf. 1 Jo 1, 8-10.
  3. 306Mt 13, 24-30.
  4. 307Paulo VI, Sollemnis Professio fidei, 19: AAS 60 (1968) 440.
828

Ao canonizar certos fiéis, isto é, ao proclamar solenemente que esses fiéis praticaram heroicamente as virtudes e viveram na fidelidade à graça de Deus, a Igreja reconhece o poder do Espírito de santidade que está nela, e ampara a esperança dos fiéis, propondo-lhes os santos como modelos e intercessores308. «Os santos e santas foram sempre fonte e origem de renovação nos momentos mais difíceis da história da Igreja309». «A santidade é a fonte secreta e o padrão infalível da sua actividade apostólica e do seu dinamismo missionário»310.

Ver também§ 1173§ 2045

  1. 308II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Lumen Gentium, 40: AAS 57 (1965) 44-45: Ibid, 48-51: AAS 57 (1965) 53-58.
  2. 309João Paulo II, Ex. ap. Christifideles laici 16: AAS 81 (1989) 417.
  3. 310João Paulo II, Ex. ap. Christifideles laici 17: AAS 81 (1989) 419-420.
829

«Na pessoa da Santíssima Virgem, a Igreja alcançou já aquela perfeição, sem mancha nem ruga, que lhe é própria. Mas os fiéis de Cristo têm ainda de trabalhar para crescer em santidade, vencendo o pecado. Por isso, levantam os olhos para Maria»311: nela, a Igreja é já plenamente santa.

Ver também§ 1172§ 972

  1. 311II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Lumen Gentium, 65: AAS 57 (1965) 64.
III. A Igreja é católica
QUE QUER DIZER «CATÓLICA»?
830

A palavra «católico» significa «universal» no sentido de «segundo a totalidade» ou «segundo a integridade». A Igreja é católica num duplo sentido:

É católica porque Cristo está presente nela: «onde está Jesus Cristo, aí está a Igreja Católica»312. Nela subsiste a plenitude do Corpo de Cristo unido à sua Cabeça313, o que implica que ela receba d'Ele a «plenitude dos meios de salvação»314 que Ele quis: confissão de fé recta e completa, vida sacramental integral e ministério ordenado na sucessão apostólica. Neste sentido fundamental, a Igreja era católica no dia de Pentecostes315 e sê-lo-á sempre até ao dia da Parusia.

Ver também§ 795§ 815–816

  1. 312Santo Inácio de Antioquia, Epistula ad Smyrnaeos 8, 2: SC 10bis p. 138 (Funk 1, 282).
  2. 313Cf. Ef 1, 22-23.
  3. 314II Concílio do Vaticano, Decr. Ad gentes, 6: AAS 58 (1966) 953.
  4. 315II Concílio do Vaticano, Decr. Ad gentes, 4: AAS 58 (1966) 950-951.
831

É católica, porque Cristo a enviou em missão à universalidade do género humano316:

«Todos os homens são chamados a fazer parte do povo de Deus. Por isso, permanecendo uno e único, este povo está destinado a estender-se a todo o mundo e por todos os séculos, para se cumprir o desígnio da vontade de Deus que, no princípio, criou a natureza humana na unidade e decidiu enfim reunir na unidade os seus filhos dispersos [...]. Este carácter de universalidade que adorna o povo de Deus é dom do próprio Senhor. Graças a tal dom, a Igreja Católica tende a recapitular, eficaz e perpetuamente, a humanidade inteira, com todos os bens que ela contém, sob Cristo Cabeça, na unidade do Seu Espírito317.

Ver também§ 849§ 360§ 518

  1. 316Cf. Mt 28, 19.
  2. 317II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Lumen Gentium, 13: AAS 57 (1965) 17.
CADA UMA DAS IGREJAS PARTICULARES É «CATÓLICA»
832

«A Igreja de Cristo está verdadeiramente presente em todas as legítimas comunidades locais de fiéis que, unidas aos seus pastores, recebem, também elas, no Novo Testamento, o nome de Igrejas [...]. Nelas, os fiéis são reunidos pela pregação do Evangelho de Cristo e é celebrado o mistério da Ceia do Senhor [...]. Nestas comunidades, ainda que muitas vezes pequenas e pobres ou dispersas, está presente Cristo, por cujo poder se constitui a Igreja una, santa, católica e apostólica»318.

Ver também§ 814§ 811

  1. 318II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Lumen Gentium, 26: AAS 57 (1965) 31.
833

Entende-se por Igreja particular, que é em primeiro lugar a diocese (ou «eparquia»), uma comunidade de fiéis cristãos em comunhão de fé e de sacramentos com o seu bispo, ordenado na sucessão apostólica319. Estas Igrejas particulares «são formadas à imagem da Igreja universal; é nelas e a partir delas que existe a Igreja Católica una e única»320.

Ver também§ 886

  1. 319II Concílio do Vaticano, Decr. Christus Dominus. 11: AAS 58 (1966) 677; CIC cân 368-369; CCEO cân 177 § 1. 178. 311, § 1. 312.
  2. 320II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Lumen Gentium, 23: AAS 57 (1965) 27.
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