A preocupação com realizar a união «diz respeito a toda a Igreja, fiéis e pastores»292. Mas também se deve «ter consciência de que este projecto sagrado da reconciliação de todos os cristãos na unidade duma só e única Igreja de Cristo, ultrapassa as forças e capacidades humanas». Por isso, pomos toda a nossa esperança «na oração de Cristo pela Igreja, no amor do Pai para connosco e no poder do Espírito Santo»293.
§ 822–824
«A Igreja é [...], aos olhos da fé, indefectivelmente santa. Com efeito, Cristo, Filho de Deus, que é proclamado «o único Santo», com o Pai e o Espírito, amou a Igreja como sua esposa, entregou-Se por ela para a santificar, uniu-a a Si como seu Corpo e cumulou-a com o dom do Espírito Santo para glória de Deus»294. A Igreja é, pois, «o povo santo de Deus»295, e os seus membros são chamados «santos»296.
- 294II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Lumen Gentium, 39: AAS 57 (1965) 44.
- 295II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Lumen Gentium, 12: AAS 57 (1965) 16.
- 296Cf. : ; 16, 1.
A Igreja, unida a Cristo, é santificada por Ele. Por Ele e n'Ele toma-se também santificante. «Todas as obras da Igreja tendem, como seu fim,297 para a santificação dos homens em Cristo e para a glorificação de Deus». É na Igreja que se encontra «a plenitude dos meios de salvação»298. É nela que «nós adquirimos a santidade pela graça de Deus»299.
Ver também§ 816
- 297II Concílio do Vaticano, Const. Sacrosanctum Concilium, 10: AAS 56 (1964) 102.
- 298II Concílio do Vaticano, Decr. Unitatis redintegratio, 3: AAS 57 (1965) 94.
- 299II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Lumen Gentium, 48: AAS 57 (1965) 53.