Catecismo da Igreja Católica, § 2605 — Na plenitude do tempo
Na plenitude do tempo
§ 2605
Quando chegou a Hora em que cumpriu o desígnio de amor do Pai, Jesus deixa entrever a profundidade insondável da sua oração filial, não só antes de livremente Se entregar («Abbá... não se faça a minha vontade, mas a tua»: ), mas até nas suas últimas palavras já na cruz, onde orar e dar-Se coincidem: «Perdoa-lhes, ó Pai, pois não sabem o que fazem» (); «em verdade te digo: hoje estarás comigo no paraíso» (); «Mulher, eis aí o teu filho» [...] «eis aí a tua mãe» (); «tenho sede!» (); «meu Deus, por que Me abandonaste?» (); «tudo está consumado» (); «Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito» (), até ao «grande brado» com que expira, entregando o espírito.