Catecismo da Igreja Católica, § 596 — «Jesus Cristo padeceu sob Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado»
As autoridades religiosas de Jerusalém não foram unânimes na atitude a adoptar a respeito de Jesus. Os fariseus ameaçaram de excomunhão aqueles que O seguissem. Aos que temiam que «todos acreditassem n'Ele e os romanos viessem destruir o templo e a nação» (), o sumo sacerdote Caifás propôs, profetizando: «E do vosso interesse que morra um só homem pelo povo e não pereça a nação inteira» (). O Sinédrio, tendo declarado Jesus «réu de morte» como blasfemo, mas tendo perdido o direito de condenar à morte fosse quem fosse, entregou Jesus aos romanos, acusando-O de revolta política — o que O colocava em pé de igualdade com que Barrabás, acusado de «sedição» (). São também de carácter político as ameaças que os sumos-sacerdotes fazem a Pilatos, pressionando-o a condenar Jesus à morte.