Catecismo da Igreja Católica, § 627 — «Jesus Cristo padeceu sob Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado»
§ 627
«NÃO DEIXAREIS O VOSSO SANTO SOFRER A CORRUPÇÃO»
A morte de Cristo foi uma verdadeira morte, na medida em que pôs fim à sua existência humana terrena. Mas por causa da união que a Pessoa do Filho manteve com o seu corpo, este não se tornou um despojo mortal como os outros, porque «não era possível que Ele ficasse sob o domínio» da morte () e, por isso, «o poder divino preservou o corpo de Cristo da corrupção». De Cristo pode dizer-se ao mesmo tempo: «Foi cortado da terra dos vivos» () e: «A minha carne repousará na esperança, porque Tu não abandonarás a minha alma na mansão dos mortos, nem deixarás que o teu santo conheça a corrupção» (). A ressurreição de Jesus «ao terceiro dia» (; ) era disso sinal, até porque se julgava que a corrupção começava a manifestar-se a partir do quarto dia.