§ 330–333
Cristo é o centro do mundo dos anjos (angélico). Estes pertencem-Lhe: «Quando o Filho do Homem vier na sua glória, acompanhado por todos os [seus] anjos...» (Mt 25, 31). Pertencem-Lhe, porque criados por e para Ele: «em vista d'Ele é que foram criados todos os seres, que há nos céus e na terra, os seres visíveis e os invisíveis, os anjos que são os tronos, senhorias, principados e dominações. Tudo foi criado por seu intermédio e para Ele» (Cl 1, 16), E são d'Ele mais ainda porque Ele os fez mensageiros do seu plano salvador: «Não são eles todos espíritos ao serviço de Deus, enviados a fim de exercerem um ministério a favor daqueles que hão-de herdar a salvação?» (Heb 1, 14).
Ver também§ 291
Ei-los, desde a criação172 e ao longo de toda a história da salvação, anunciando de longe ou de perto esta mesma salvação, e postos ao serviço do plano divino da sua realização: eles fecham o paraíso terrestre173; protegem Lot174, salvam Agar e seu filho175, detêm a mão de Abraão176 pelo seu ministério é comunicada a Lei177, são eles que conduzem o povo de Deus178, anunciam nascimentos179 e vocações180 assistem os profetas181 – para não citar senão alguns exemplos. Finalmente, é o anjo Gabriel que anuncia o nascimento do Precursor e o do próprio Jesus182.
Da Encarnação à Ascensão, a vida do Verbo Encarnado é rodeada da adoração e serviço dos anjos. Quando Deus «introduziu no mundo o seu Primogénito, disse: Adorem-n'O todos os anjos de Deus» (Heb 1, 6). O seu cântico de louvor, na altura do nascimento de Cristo, nunca deixou de se ouvir no louvor da Igreja: «Glória a Deus [...]» (Lc 2, 14). Eles protegem a infância de Jesus183, servem-n'O no deserto184 e confortam-n'O na agonia185 no momento em que por eles poderia ter sido salvo das mãos dos inimigos186 como outrora Israel187. São ainda os anjos que «evangelizam»188, anunciando a Boa-Nova da Encarnação189 e da Ressurreição190 de Cristo. E estarão presentes aquando da segunda vinda de Cristo, que anunciam191, ao serviço do seu juízo192.
Ver também§ 559