Esta ordem, ao mesmo tempo cósmica, social e religiosa da pluralidade das nações11, destinava-se a limitar o orgulho duma humanidade decaída, que, unânime na sua perversidade12, pretendia refazer por si mesma a própria unidade, à maneira de Babel13. Mas, por causa do pecado14, quer o politeísmo quer a idolatria da nação e do seu chefe são uma contínua ameaça de perversão pagã a esta economia provisória.
Dia 13 de 60
§ 57–59
A aliança com Noé permanece em vigor enquanto durar o tempo das nações15, até à proclamação universal do Evangelho. A Bíblia venera algumas grandes figuras das «nações», como «o justo Abel», o rei e sacerdote Melquisedec16, figura de Cristo17, ou os justos «Noé, Danel e Job» (). Deste modo, a Escritura exprime o alto grau de santidade que podem atingir os que vivem segundo a aliança de Noé, na expectativa de que Cristo «reúna, na unidade, todos os filhos de Deus dispersos» ().
Para reunir a humanidade dispersa, Deus escolhe Abrão, chamando-o para «deixar a sua terra, a sua família e a casa de seu pai» (), para o fazer Abraão, quer dizer, «pai de um grande número de nações» (): «Em ti serão abençoadas todas as nações da Terra» ()18.
- 18Cf. .