Jesus venerou o templo, subindo a ele nas festas judaicas de peregrinação e amou com amor zeloso esta morada de Deus entre os homens. O templo prefigura o seu mistério. Quando anuncia a sua destruição, fá-lo como revelação da sua própria morte e da entrada numa nova idade da história da salvação, em que o seu Corpo será o templo definitivo.
§ 593–595
593
PARÁGRAFO 2
JESUS MORREU CRUCIFICADO
I. O processo de Jesus
DIVISÕES ENTRE AS AUTORIDADES JUDAICAS A RESPEITO DE JESUS
595
Entre as autoridades religiosas de Jerusalém, não somente se encontravam o fariseu Nicodemos421 e o notável José de Arimateia, discípulos ocultos de Jesus422, mas também, durante muito tempo, houve dissensões a respeito d'Ele423 ao ponto de, na própria véspera da paixão. João poder dizer deles que «um bom número acreditou n' Ele», embora de modo assaz imperfeito (); o que não é nada de admirar, tendo-se presente que, no dia seguinte ao de Pentecostes, «um grande número de sacerdotes se submetia à fé» () e «alguns homens do partido dos fariseus tinham abraçado a fé» (), de tal modo que São Tiago podia dizer a São Paulo que «muitos milhares entre os judeus abraçaram a fé e todos têm zelo pela Lei» ().